3.3.12

RENOVAÇÃO DA LUZ


 
 
 
Choro-te na eternidade do Tempo
que catapulta em suas asas
o sentir desfeito de um olhar

Invoco as forças desajeitadas do amor
em mosaicos de alma
e um brado se ouve longe
carregando em tons de passagem
a tua vontade de ser

...
Procuro-te na infinita ausência
como fumo de incenso que se esvai
seguindo debalde o perfume
que na memória vive

e como um luar molhado
numa aurora renovada
faz-se luz em toda a terra
anunciando o sopro ressuscitado
de uma luz que se refaz

14 comentários:

Will disse...

Belíssimo!

Uma oração em versos, posto que a maior poesia é isto: entrega e súplica.

Um abraço!

Multiolhares disse...

o pôr do sol mostra-nos a renovação é só esperar o tempo certo para acontecer
bjs

Helena Santos disse...

"Procuro-te na infinita ausência
como fumo de incenso que se esvai
seguindo debalde o perfume
que na memória vive"

Divinal!

É sempre bom ler-te.

. intemporal . disse...

.

.

. um poema consagração . que sagra e respeita e venera . como coisa sagrada .

.

. os meus parabéns .

.

. um forte abraço .

.

.

Flor Amizade disse...

"Procuro-te na infinita ausência
como fumo de incenso que se esvai
seguindo debalde o perfume
que na memória vive

e como um luar molhado
numa aurora renovada
faz-se luz em toda a terra
anunciando o sopro ressuscitado
de uma luz que se refaz,,,,,,"


BELISSIMO, BEIJINHOS

T. Manuel disse...

Vejo alguma esperança... renovada, ressuscitado e refaz... Apesar da névoa que turva a visão da alma, a luz sempre inunda o mundo de quem espera e de quem ama...

belo o teu poema cujas palavras que escrevi o honram... Grato eu por ser espectador de ti :-)

Abraço

Daniel disse...

É bom que ainda haja quem escreva poesia.

BRANCAMAR disse...

Muito lindo este seu poema de amor e saudade e também de esperança e a beleza de um mar incandescente numa belíssima fotografia.

Beijinhos
Branca

Ana disse...

lindo!! a fotografia está maravilhosa.
beijos e boa semana Lobinho

BRANCAMAR disse...

Volto. Deixo aqui um texto lindo que acabei de ler e que vai tão ao encontro do teu último post, coincidências boas. Deixei lá o link para o teu texto.

"E o miúdo perguntou ao velho,
- O que é o futuro?
Sem abrir os olhos, gozando sol e relva à beira-rio,
- O sumo do presente meditado.
O miúdo murmurou,
- Mas ninguém parece muito interessado em reflectir!
O velho, encolhendo os ombros,
- E por isso lá irão buscar o passado ao congelador. Talvez se engasguem...
Publicada por Julio Machado Vaz em 10:04 PM

Beijos

MARTHA THORMAN VON MADERS disse...

Poetas....tenho certeza que seria difícil viver sem eles.
Martha
Abraços

Ailime disse...

Boa noite Daniel,
Um poema com um sabor a saudade que me emocionou.
Uma luz de amor que atravessa todo o ser de quem sente a nostalgia "na infinita ausência" num "luar molhado" onde a luz se anuncia em "sopro ressuscitado".
Sublime e nostálgico, mas muito belo.
Um grande beijinho com a minha amizade e enorme admiração.
Ailime

Margarida disse...

Perdi, perplexa, os adjectivos que trazia no bolso, para ti!

Beijinhos

Bete disse...

O que dizer diante da beleza? lindo poema!!!
Beijos amazonicos.