14.8.09
...ATÉ JÁ...
10.8.09
HÁ UM HOMEM PREGADO NA CRUZ
Geraram-se grupos à volta de Jesus que o apoiavam como o libertador de querelas políticas, mas Nosso Senhor sabia ler acima das minudências e manigâncias. Anuncia o Evangelho que é a Boa Nova, que não somos apenas animais mas seres humanos com o toque divino, sem no entanto desrespeitar a hierarquia existente ou convidar à insurreição. Mas não pactua: denuncia. E soube denunciar sem causar ainda mais mossas, com frontalidade e coerência ao ponto de perder amigos, como previra com a negação de Pedro ou a traição de Judas!
A História da Humanidade tem tanto de heroísmo como de cobardia. São as causas que nos interpelam de uma forma particular, que nos movem, mas também muito daquilo que é exterior ao nosso núcleo privado de relações, simplesmente deixamos que aconteça. Temos muito mais poder do que aquele que usamos. Socializamo-nos até quase perdermos a identidade própria, ou passarmos a ver os outros pela bitola social instituída. E tudo isto pela recompensa do status, do poder e do dinheiro. Também a Cristo quiseram oferecer o mundo, mas negou a glória que tanto nos impressiona.
Certo é que serpenteamos entre a ética e a coisificação; entre o amor e o poder; mas é quando entra a assertividade, aquela “graça” de nos sentirmos bem connosco mesmos sem que a nossa consciência seja cúmplice de um mal que, afinal, detestamos. Não podemos estagnar numa apreensão de conceitos estáticos; antes, repensar e actualizar as nossas decisões à luz de um amadurecimento gradual, contínuo, de discernimento na humildade, na fé e na objectividade de tudo o que nos cerca. Porém, nada disto poderia ser feito sem uma paragem no nosso tempo interior! Não para nos determos nele, mas para avançar cada vez mais fortes e conscientes na vivência cristã do amor, que paradoxalmente é o corolário do sacrifício.
É desta forma que devemos pensar Deus à luz de tanto ateísmo e de talvez assim percebermos a “solidão de Cristo”, ou se preferirem, a “humildade de Deus”. De compreendermos como afinal é fácil entender as atitudes de Jesus como mestre, pedagogo, de disciplina e compaixão, mas sobretudo de amor e sacrifício por cada um de nós. De compreendermos o mistério da Cruz que é afinal o mistério do Amor, e toda a trama política, religiosa e social que o envolveu. De olhar para o Crucificado despojados da nossa soberba intelectual e do nosso ostensivo ateísmo, como quem passa um certificado de menoridade intelectual a quem crê! E olhar silentemente a figura de Jesus sem efervescências racionais que impedem reflectir com abertura!
Um amigo meu que tem alma de poeta e coração de carne, e vive na ânsia do eterno, na contagiante alegria do momento, e com alguma apreensão dos desígnios de Deus a seu respeito, escreveu-me há uns tempos uma carta onde citava Shakespeare deste modo: “Deus conserta um coração partido se lhe dermos todos os pedaços”.
Subir à montanha! Há que subir à montanha. A montanha do silêncio. Do silêncio sem pensar, sem discutir, sem pretender... e assim talvez revermos Cristo ausente da nossa auto-suficiência, do nosso horizonte falho de humildade, e do nosso desdém pelo divino. E desta forma, em vez de o voltarmos a crucificar pela cobardia da nossa ignorância, devíamos tentar antes fazer um espaço dentro de nós, para que nos ensinasse, nos falasse, nos calasse, nos amasse ainda mais, e podermos então simplesmente dizer: “Aqui estou”!
Diz uma história que certo dia um homem ia a passar quando viu Cristo crucificado na cruz. Ficou tão entristecido que o quis ajudar. “Deixa-me tirar-te daí” – pediu o homem. Mas Jesus respondeu-lhe: “Não! Vai antes pelo mundo e diz aos homens que encontrares, que há um homem pregado na cruz”...
9.8.09
O RISCO DE SE SER

7.8.09
Fotos avulsas
5.8.09
WHITE STAR LINES
3.8.09
Por contraposição a uma conferência/workshop que mais parecia uma passerelle de vaidades, suspirei tanto pela simplicidade de quem nada sabe, pela felicidade da senhora das limpezas e pela despreocupação natural dos homens do lixo ou de quem trabalha nos postos de gasolina ou... que me transportei para uma rua imaginária, com uma calçada onde lavo as pedras para ficarem mais brilhantes deixando a condução do mundo aos doutos e aos sábios.
Há férias tão simples e tão boas como ouvir os pássaros, sentir o cheiro dos arbustos e o descanso do mar. Não as terei. Serão citadinas, com prazer e gosto, mas não tanto quanto ficar algures a contar as melgas, a jogar jogos de mesa, a contar histórias, num dolce fare niente.
Fui então sozinho para me sentir mais real e mais humano longe de tanta gente importante, à exposição do Titanic que continua em Lisboa, no Rossio, e que já esteve aqui anunciada no blog. Hoje não tenho grande paciência mas amanhã ou depois colocarei as fotos que tirei em exclusivo, uma ilicitude inocente que fiz dado que não sabia que não se podia tirar e só vi isso quando estava cá fora no papel :) Por isso aproveitem as fotos no próximo post ;) Até lá, fica um filme que se torna mais impressivo para quem viu algumas coisas ao vivo (como eu hoje) e por isso mesmo não o olha da mesma maneira. Pouco depois do minuto dois, há uma simulação de como o barco se afundou ao embater contra o iceberg. Nada de romantismos com Celine Dion e os protagonistas do filme, mas pelos 1523 passageiros mortos e pelos 720 salvos.
Estou mesmo cansado de ver existências. Apetece-me viver. Sentir o ar do campo, a aragem matinal, o azul do céu e o verde e castanho e amarelo e colorido da terra. Depois... depois viajarei...
Até já.
2.8.09
2 sublimes minutos
Hoje também a amiga Lusibero se dignou oferecer-me mais dois selos. Obrigado Lusibero (Maria Ribeiro). Estão aqui na barra lateral junto aos outros guardados com carinho :) E tal como disse ao Elio-Filomena, voltarei mais tarde ao assunto dos prémios.
Entretanto, neste vídeo que vos deixo recomendo que ouçam apenas os dois primeiros minutos. Depois podem desligar. É um extracto de uma música de Mike Oldfield que me acompanhava nos anos 80. Um sublime extracto, digam lá que não.
A AnAndrade do blog Caimbras Mentais, fez anos dia 31 de Julho. Não a conhecendo embora pessoalmente, mas sendo uma amiga bloguista como tant@s outros, saúdo o facto de ter feito um pequeno registo fotográfico do seu dia de anos no blog. Exactamente o que eu preconizo há dois posts atrás no meu post das fotos da Feira Medieval em Óbidos. Obrigado, Ana. Tornamo-nos sempre mais "reais", e incentivo todos a postarem fotos do vosso dia a dia, como eu costumo fazer de quando em vez. Não tenham medo. Só quem não assume o que diz e faz, se esconde. Beijinhos e abraços nesta época em que tento não vos maçar com textos, mas apenas com algumas "saladas", e não refeições clássicas ;)
Até já.
1.8.09
Gemidos de Alma
Obrigado Élio - Flomena pelo prémio. Já está colocado na barra dos mimos com que me presenteiam. Voltarei mais tarde a este tema dos prémios.
Hoje partilho esta música de Kitaro. São gemidos de alma.
