
28.2.09
QUANTO BASTE À DOR

27.2.09
Ambição
Eu é que estou certo...
Do Auto-Engano

26.2.09
25.2.09
O Deus da Montanha
A História da Humanidade tem tanto de heroísmo como de cobardia. Certo é que serpenteamos entre a ética e a coisificação; entre o amor e o poder; Para muitos, o tempo quaresmal que se inicia em Quarta-Feira de Cinzas e que culmina no Domingo de Páscoa, é simplesmente desconhecido. Iliteracia religiosa. Mas reveste-se para os crentes de especial significado. Todos os anos fazemos férias, pretendemos revigorar energias, esquecer a ditadura do relógio e dos dias da semana pela leveza da despreocupação e por uma maior partilha e contacto com os outros, de alguma forma impedida ou pelo menos muito mais limitada durante os restante onze meses do ano. Ora a Quaresma não se assemelha a umas férias, mas tem como ponto de contacto a necessidade de recuperar o sentido da vida, retemperar forças a todos os níveis reforçando-as por um retiro interior, uma reflexão sobre as nossas atitudes, quer na relação connosco mesmos, quer com os outros, quer com a espiritualidade (que não é o mesmo que religiosidade). Espiritualidade é ter noção do que está para além de nós, do que nos transcende e ultrapassa, mas nem todos os crentes têm esta prática de espiritualidade e muitos não crentes têm uma intensa vida espiritual. E talvez assim vejamos com outros olhos o que teimosamente ignoramos, o que orgulhosamente ocultamos, e o que simplesmente desconhecemos de nós mesmos. Porém, nada disto poderia ser feito sem uma paragem no nosso tempo interior! Não para nos determos nele, mas para avançar cada vez mais fortes e conscientes na vivência cristã do amor, que paradoxalmente é o corolário do sacrifício.
É desta forma que se inicia a Quaresma como um tempo de reflexão, de interioridade e comunhão. De pensarmos Deus à luz de tanto ateísmo e de talvez assim percebermos a “solidão de Cristo”, ou se preferirem, a “humildade de Deus”. Um ateu é um órfão que nega a existência de um pai. Prefiro os agnósticos. De compreendermos o mistério da Cruz que é afinal o mistério do Amor, e toda a trama política, religiosa e social que o envolveu. De olhar para o Crucificado despojados da nossa soberba intelectual e do nosso ostensivo ateísmo, como quem passa um certificado de menoridade intelectual a quem crê! E olhar silentemente a figura de Jesus sem efervescências racionais que impedem reflectir com abertura!
Subir à montanha! Há que subir à montanha. A montanha do silêncio. Do silêncio sem pensar, sem discutir, sem pretender... e assim talvez revermos Cristo ausente da nossa auto-suficiência, do nosso horizonte falho de humildade, e do nosso desdém pelo divino. E desta forma, em vez de o voltarmos a crucificar pela cobardia da nossa ignorância, devíamos tentar antes fazer um espaço dentro de nós, para que nos ensinasse, nos falasse, nos calasse, nos amasse ainda mais, e podermos então simplesmente dizer: “Aqui estou”! Ainda que sem crer. É o mistério do Amor.
Diz uma história que certo dia um homem ia a passar quando viu Cristo crucificado na cruz. Ficou tão entristecido que o quis ajudar. “Deixa-me tirar-te daí” – pediu o homem. Mas Jesus respondeu-lhe: “Não! Vai antes pelo mundo e diz aos homens que encontrares, que há um homem pregado na cruz”...
24.2.09
Fábula da galinha vermelha
Palestina / Israel
23.2.09
Do Desafio
Fui desafiado pelo Peter Pan a escrever nove coisas sobre mim, sendo que três são mentira! (Não sei como é que com tantos jogos destes ainda não me tinha calhado nenhum)... Não me suscita particular interesse, mas on a second thought, não só seria indelicado não corresponder ao convite do Peter Pan, como penso contribuir para um maior conhecimento entre os bloguistas que, por vezes, acabam por ter uma espécie de amigos em rede com poucos circuitos alternativos, ou seja, é natural que sigamos blogues com os quais mais nos identificamos, mas penso pertinente uma heterogenia para que todos tenhamos mais rosto, mais "ser", e não sejamos apenas seres virtuais que partilham e se "correspondem", existindo, também, assim, maior interactividade. Fica, então, o meu contributo:
E agora, como é bom quebrar as regras, passo-o a mais alguns com o critério acima referido (heterogéneo e não apenas os amigos com os quais mais nos identificamos ou que nos seguem). Caso alguém já tenha não apenas recebido, como também partilhado o convite, o meu obrigado na mesma, e obviamente ignorem... ou repitam-no com outras afirmações :) Uma outra sugestão, seria nós mesmos (quem quer que seja) criar outros deste tipo mas mais interessantes. De momento estou sem imaginação nenhuma. Falta de gotas, portanto ;)
Então aqui ficam:
JotaSP; Arms; André Couto; Hugo de Oliveira; Ângelo Meneses; Fábio Lopes; Alberto Velez Grilo; Luis Marques da Silva; Hydra; João; Heartbeats; Tiago Reis; Sócrates da Silva; António Frazão; Do You Believe In Angels? No Limite do Oceano; Skizo; Lampejo; AstroBoy; Carlos Veiga; Voador; Luís Galego; Paulo ; NanBanJin; Ominoma; Ana Gonçalves; Mona Lisa; Francisco Castelo Branco;
Oscares 2009
Melhor Actor: Sean Penn - 'Milk'
Melhor Actriz: 'Kate Winslet - 'The Reader'
Melhor Actor Secundário- 'Heath Ledger - em 'The Dark Knight'
Melhor Actriz Secundária: ’Penélope Cruz – em‘Vicky Cristina Barcelona’
Melhor Filme de Animação: Wall-E
Melhor Filme estrangeiro: 'Departures' do Japão
Melhor Argumento original: 'Milk'
MelhorArgumento adaptado: 'Slumdog Millionaire'
Melhor banda Sonora: Slumdog Millionaire
Melhor canção Original: '‘O Saya' - ‘Slumdog Millionaire'
Melhor Montagem: 'Slumdog Millionaire'
Fotografia: 'The Curious Case of Benjamin Button'
Guarda-Roupa: 'The Curious Case of Benjamin Button'
Best Sound Mixing (Som): 'Slumdog Millionaire'
Edição de Som: 'The Dark Knight'
Caracterização - 'The Curious Case of Benjamin Button'
Direcção artística - 'The Curious Case of Benjamin Button'
Efeitos Especiais - 'The Curious Case of Benjamin Button'
22.2.09
Petição
basta carregar no link acima para assinar a petição. Vejam as fotos no blogue do Luis Marques da Silva
Do Carnaval
A educação cheira a visita de museu, e a frontalidade resvalou para a arrogância. Neste nevoeiro do conhecimento todos os dias temos os mais variados corsos onde o papel principal é sempre o nosso. Daí que o dia de carnaval seja hoje uma mera festa pública para miúdos e graúdos, porque a verdadeira, a genuína e formal, é aquela em que os carros alegóricos (pessoais ou colectivos) passam todos os dias por nós. Entre a defesa e a hipocrisia, entre o real e o intencional, as máscaras são produto de personalidades prensadas no despotismo de muitos. Neste aspecto valorizo os simples, a simpatia do riso, a desresponsabilização salutar por tantos males do mundo! O homem médio é sem dúvida o mais feliz. E passadas as vinte e quatro horas permitidas ao excesso, entra-se num período de reflexão. É a Quaresma com início no dia seguinte, a Quarta-Feira de Cinzas cuja iliteracia religiosa muitos devem desconhecer.
O Carnaval, não devia ser um tempo avulso como se fosse um workshop circense; não devia ser uma catarse lúdica concentrada num dia colectivo. E da carnavalada tantas vezes grotesca e inominável à Quarta Feira de Cinzas do dia seguinte, dia de reflexão numa perspectiva cristãs, ficam exemplos quotidianos de quem sofre e de quem ri.
É muito bom brincar, mas se é carnaval, esperemos que tempo haja para não brincarmos às guerras.
21.2.09
20.2.09
Duas coisas giras
ÉTICA NO FUTEBOL
Não me move o futebol, nem a política. Move-me o que sinto como justo. Que pode ser futebol, politica ou outra coisa qualquer. Neste vídeo na Holanda, um jogador da equipa de vermelho e branco (Ajax), tinha sofrido uma falta e estava no chão com dores. Então como sempre, a equipa adversária (de amarelo), pôs a bola para fora para que o jogador fosse assistido. Após o atendimento, o jogador do Ajax foi devolver a bola e sem querer, acabou por fazer um golo. Todos, inclusive o jogador que fez o golo, ficaram sem graça, mas o golo foi validado pelo árbitro. Ao reiniciar o jogo no meio do campo, os jogadores do Ajax não se mexeram, permitindo que a equipa de amarelo fizesse também um golo.
São estas coisas que mexem comigo. Muito bonito.
19.2.09
18.2.09
Eu é Que Sei
Somos cerebrais, inteligentes e modernos. Sabemos tudo. Só não sabemos que somos farrapos da nossa condição. Socializámo-nos à exaustão. Engolimos pedaços de nós mesmos acreditados que estamos na ditadura do pragmatismo e da racionalidade. É necessária a aprendizagem do Amor, mais do que a simples empatia da solidariedade. Ou seriamos meros filantropos elogiando aos nossos amigos os nossos actos. Para invertermos esta quase patológica realidade, não basta o QI; é necessário o Q.E. (quociente emocional). E esse é que é o verdadeiro passaporte para a condição de ser Pessoa. Porque a inteligência não faz uma pessoa. É a pessoa que se unifica e depura. Caso contrário, encontraremos doutores que são umas bestas, e pessoas simples do povo que são uns sábios. Pelo meio temos pedantes ou civilizados. Cabe-nos a nós actualizar as nossas decisões. Antes que nos desumanizemos sem dar por isso.











































































