Um dos problemas da razão é pretender resolver tudo apenas pelos seus próprios meios, mas não chegamos ao Outro, nem a nós próprios, pela mera análise intelectual. Muitas vezes, permanecemos incapazes de resolver os nossos conflitos porque desconhecemos a dimensão emocional que lhes está subjacente.
O contacto profundo com o self e a expressão dos afectos - numa sociedade marcada por uma acentuada iliteracia emocional - constituem uma aprendizagem imprescindível. Caso contrário, corremos o risco de nos debatermos, como uma aranha presa na sua própria teia, atribuindo à razão um papel que ela, por si só, não pode cumprir.
