2.7.26

TRÊS DA MANHÃ EM ALTO MAR

São três da manhã
na borda de um veleiro
em alto mar.

Há um horizonte azul escuro,
baço, mas sem nevoeiro.
Tudo parece adormecido.

Há uma eternidade de tempo
que parece não querer passar.
As ondas reviram-se até ao mastro,
violentas, nocturnas, imensas.

Volto à borda do barco.
São três da manhã em alto mar.
Olho para trás.
Desfaleço.