8.7.18

...PORQUE ELE CONHECE...

Porém...
Ele estará contigo,
porque conhece as tuas manhãs e madrugadas.


E ficará contigo ...
mesmo quando nada tem para oferecer
a não ser ele mesmo!


E então sentirás que te perdes,
e que viver fica do outro lado da vida,
se não abraçares sem deixar o presente,
a entrega que está por fazer.


E a felicidade é um rodopio social,
onde ninguém conhece verdadeiramente
as tuas noites e manhãs,
os teus anseios e dúvidas,
a tua sensibilidade e abraço.


Mas ele conhece.

Como quem te olha de dentro
porque também és tu,
mesmo nas tuas negações,
mesmo quando achaste ser esporádico.


E quando a noite do espírito
te invadir,
grita por ele,
ergue o facho da tua alma,
e lembrar-te-ás quem te beijou as mãos,
porque só ele, o Amor, conhece as tuas manhãs e madrugadas...

3.7.18

SAGEZA E REIVINDICAÇÃO

Uma fila enorme à minha frente com carrinhos de compras a abarrotar. Uma senhora atrás de mim com três pequeninos artigos. Algazarra e reclamações. Pessoas quase à estalada. Digo calmamente à senhora com ar infeliz atrás de mim que, por mim, obviamente lhe dava o lugar, mas a fila é extensa e seria muito melhor para a senhora pagar nas máquinas automáticas, pelo que lhe pergunto se tem cartão e prontifico-me para a operação. A senhora quase se ajoelha em agradecimento. Por azar as máquinas estavam bloqueadas e lá consegui numa fazer as compras da senhora, um saquinho de pão, três maçãs e uma caixinha de qualquer coisa. Entretanto havia pessoas na minha fila a reclamar do meu carrinho abandonado, e um casal fazia-me sinal de que estava tudo bem. Despeço-me da senhora que não sabia mexer nas máquinas automáticas e que está profundamente agradecida, e corro para o meu lugar. Repito o que, aparentemente, já tinham contado, as pessoas acalmam-se, com mais alguns minutos acabam por falar de outros assuntos, uma senhora, a mais aguerrida, com ar de dondoca, acaba por se mostrar extremamente afável quando, entretanto, tudo parece mais apaziguado, a rapariga da caixa que estava a ser alvo de violentas críticas deixa de ser o centro das reclamações, porque insisto, em duas ou três frases sossegadas mas assertivas, que ela obviamente não tem culpa nenhuma, e que nos resta a todos esperar. E se a senhora dondoca afinal era tão simpática, e se as outras pessoas que tinham visto a senhora com os três artigos queriam ajudar mas nada faziam, e no fim as reclamações passaram a conversas de circunstância de situações particulares de quem intervinha, e a senhora de ar infeliz foi ajudada e sugerida para uma opção via verde, porque havemos de vociferar e deitar fel, quando não apenas aumentamos o stress e gastamos energia sem qualidade, como contaminamos o ambiente e nada resolvemos? E, se, no fundo, até são todos boas pessoas com zonas ocultas (as melhores) porque é que temos de ser nós a intui-lo e não elas a mostrá-lo? Precisamos de ser simples, mão amiga de ajuda efectiva, conseguir sorrir no meio da luta, e não sucumbirmos ao socialmente correcto da hermetização, de ser suposto andarmos todos macambúzios e austeros, reivindicativos e mal dispostos, outras armadilhas do ego que, pensando sempre em si, se esquece de que a fragilidade, os temores e anseios, os gritos de desespero e os choros escondidos, são denominador comum da natureza humana, e que não os precisamos nem devemos travestir em amargura e rancor. Só quem é livre, não se sente ameaçado por quem consegue ser feliz mesmo sem ser rico...

22.6.18

REALIDADE E ESPELHO

 
 
 
 
O excesso de confiança é proporcionalmente negativo a quem tem falta dela! Mas se no segundo caso requer a consciência do valor pessoal e intrínseco que cada um tem, mesmo que pense que não e que é algo que se deve trabalhar, é o primeiro caso que mais grassa.
 
Cheios de nós, presunçosos de que conseguimos muito e sabemos tudo, endeusada a razão e o ego, facilmente se cai na vanidade, na soberba intelectual e na arrogância, mesmo que facilmente se disfarce a coisa.

A formação humana será sempre a melhor forma de aferir do valor de uma pessoa. Sem um sobrecentramento narcísico, importa reconhecermos que a realização pessoal passa sempre pelo Outro, mesmo os desconhecidos. Caso contrário, seremos egos balofos, julgando encontrar no espelho a realização que só a partilha pode dar!

13.6.18

SANTO ANTÓNIO, FESTA E SOLIDÃO

Instintivamente somos impelidos ao Outro, somos impelidos à comunhão, está inscrito na nossa consituição como seres humanos que só somos com o Outro! É natural que, para além dos pregões,  santo António receba tantcartas e pedidos! De amor e de amizade!
 
 
Santo António já cá está, segue-se o São João no Porto e em Braga, São Pedro em Sintra e, claro está, um arraial colectivo um pouco por todo o país. As Festas dos Santos Populares não são o Teatro Nacional de São Carlos, uma ópera, um concerto de música e...rudita, uma palestra literária ou um bailado russo. Também não são um concerto de música hard-rock, eléctrica ou uma rave. Podem ser, aqui e ali, um misto de canções populares com uma espécie de música de carnaval after hours, mas são diferentes. Também não é fado, que é do povo. É o outro lado do fado, é o lado alegre que o português não tem. Mas é também a Partilha.
 
"O meu bairro é liiiiiindo" não cheira a competição mas a partilha. As pessoas saem de casa e sentem colectivamente momentos assim, porque a noção de pertença e de partilha estão intimamente ligadas, convocando do fundo de nós a saudável abertura de um abraço a um desconhecido, como um único coração na praça grande que são as ruas e a vida.
 
É assim que a humanidade se humaniza. Na partilha!
 
Mas voltemos ao início: a quantidade de pedidos secretos de amor e amizade, é sempre maior do que supomos; a vida é dinâmica, uns casam, outros namoram, outros suspiram, outros acham que têm muitos amigos, outros simplesmente não têm nenhuns, outros gostam de estar sós, mas não é desse silêncio salutar que falo, mas da solidão de quem não tem companhia, excepto a intervalos avulsos que serão sempre insuficientes para uma maior doação e realização como pessoas.
 
Resta-nos oferecer gratuitamente o nosso sorriso a quem passa, reconhecer e intuir as dores escondidas, perceber que nem todas as alegrias são alegres mas que também nem todo o sofrimento é dramático, e com manjericos ou martelinhos, com cartas ou sardinhas assadas, com selfies ou pinotes, há sempre alguém que está só...

5.6.18

CLUBE DOS POETAS MORTOS FOI HÁ 29 ANOS

Celebram-se 29 anos do "Clube dos Poetas Mortos", um filme exemplar de arrojo e emoção, onde a lição é a de nos desinstalarmos das vistas curtas do egoísmo, e de planar com asas intemeratas além do politicamente correcto, esse impedimento odioso que trata com cortesia o desprezível, e com desprezo o sentido humanista de qualquer sentido de bem. E a loucura de ir contra o instituído, não por libertinagem, mas por dever de ser! Gosto do sério, do culto, da erudição, da estética e da beleza, da elevação e da justiça, como gosto do humor, do sentido de entrega, do riso desbragado, amigo e descomplicado, da capacidade de nos empatizarmos com quem morre na solidão mesmo revelando sinais contrários, ou de quem se alegra porque o dia ou o momento lhe correu extremamente bem... Andamos todos à procura de algo, impacientes e insatisfeitos, mas a vida não se faz numa determinada altura, como quando se termina um empreendimento, se casa ou se tem uma promoção! A vida faz-se em cada dia, como se ele fosse a estação alfa e ómega, mesmo sabendo que é com sonhos que continuamos, não para nos descomprometermos com o Hoje, mas para nos relançarmos em novas epopeias, cientes, porém, de que é sempre no Agora, no Momento, no instante, que devemos dar o que somos, sem medos de preços humanos, respeitos sociais ou cotações de credibilidade. E quando soubermos rasgar a vergonha de ser, e ultrapassarmos o medo de depender do crédito que nos possam dar, estaremos a cumprir com valor a mensagem do filme em ousarmos ser simplesmente nós...

1.6.18

SER CRIANÇA PRECISA-SE

Celebra-se hoje o dia da criança! Ora da infância nunca perdi a inocência (que não se confunde com ingenuidade), e se me perguntarem quão adulto sou, responderei que é sempre no gesto da verticalidade humana que não se verga aos interesses, imediatismos, ou aos mais fortes, que reside a nobreza de viver! Depois, precisamos de saber que uma pessoa não vale pelo fato que usa, pelos títulos académicos que tem, ou por um austero ou pomposo ar que possa colocar! Ou era Guerra Junqueiro ou Camilo Castelo Branco que dizia que "crescer é tornar-se adulto sem se adulterar"! E, sendo isso tão verdade, então quantos anões não há por aí... Valemos pelas nossas atitudes e pela formação humana, e obviamente precisamos de liberdade e maturidade para entender o essencial e não nos importarmos com o socialmente correcto! Crianças não são só elas: os adultos também precisam saudavelmente de o ser…

28.5.18

A ILUSÃO DA OMNIPOTÊNCIA

 
 
Inculcámos em nós esta convicção do mais, da eficácia e da força, do fazer mais e ter mais, da competição tácita e descarada, do tempo ocupado! Confundimos luta com competição, progresso com show off, felicidade com aparência! Mas não há qualidade de vida nem de tempo sempre que o ramerrão nos escraviza em baratas tontas que já nem sabem que o são! É isto que nos traz ocupados e interiormente indisponíveis, esgotando-nos até ao limiar do precipício. Somos vítimas de nós mesmos sempre que não sabemos respirar a alma. E viciosamente encontramos argumentos e desculpas para o nosso próprio vazio!

22.5.18

ABRAÇOS GRÁTIS

Um abraço! Hoje é o dia do abraço. Na realidade, a linguagem dos afectos é relegada com vergonha pelos cânones sociais mas também pessoais! O abraço cura. Um beijo cura. Um sorriso cura. Um estar cura! Revigora a energia psíquica, humaniza, pacifica! Mas não. A ostentação obtusa do self made man leva ao exagero a distância interior, e julgando-nos metidos numa couraça vistosa, sufocamos a nidificação da própria alma! No reverso de uma moeda guerreira, opulenta e forte, está ...sempre a fragilidade de um amor interrompido!
 
Um "estou aqui" é bálsamo, ansiolítico e antidepressivo na prossecução da caminhada, porque importante não é a rua habitual, mas os becos que nela desembocam. Calcorreá-los como quem se pavoneia numa praça é aviltante da dignidade alheia; mas senti-los e percebê-los como únicos e diferentes, é ser digno de um santuário que de outra forma ninguém saberá existir. E há muitos pedidos mudos e envergonhados, recusando-se a admitir a fragilidade da condição humana.
 
Que venha daí esse abraço, e esse beijo e essas lágrimas e sorrisos! É que só temos uma vida. Ainda que com muitos nomes.

17.5.18

O AMOR NÃO TEM SEXO

O preconceito é uma defesa ignorante do que não conhecemos. O Parlamento Europeu e a ONU declararam o dia 17 de Maio como Dia Internacional contra a Homofobia. Ora é muito claro que uma pessoa homossexual difere de uma heterossexual apenas no género do objecto do desejo. Ostracizar uma pessoa homossexual, homem ou mulher, é o mesmo que culpar uma pessoa por ter um metro e oitenta. Estúpido, não é? Só os falsos moralismos, a ignorância e a incapacidade da aceitação do diferente, são obstáculos às pessoas homossexuais (não a sua homossexualidade), acabando por se verem impedidas de se realizarem afectivamente, hipotecando o amor e com ele a capacidade de uma vida livre e feliz. De novo, cabe perguntar: estúpido, não é?
 
Somos fruto de uma cultura e também vítimas dela. Há que aceitar as diferenças, e de as pessoas viverem os afectos e a sexualidade na sua perspectiva psicodinâmica, e não apenas até onde as deixamos, sendo que, muito importante, não podemos restringir a sexualidade à genitalidade, e com isso não lhe perceber toda a sua linguagem e realização afectiva.
 
Na realidade, existe um estigma fortíssimo, directo ou omisso, contra quem parece fugir à norma. O problema não reside na diferença, mas na rejeição à sua aceitação, e confundindo isto, arranjamos um silogismo social e cultural que leva, no extremo, à pena de morte em determinados regimes, a sanções várias, ao bullying e à exclusão social.
 
Somos ignorantes da própria condição humana e sempre que não percebemos conceitos básicos de respeito pelo outro, entramos em caminhos medievais de despotismo pessoal escudado no brilhante argumento da suposta normalidade. Poderá um peixe dar uma volta pelos céus, ou um pássaro viver debaixo de água? Se ambos não entenderem que a sua diversidade é também a sua identidade e razão de estar ali, vão passar a vida a tentar voar ou mergulhar, numa tentativa suicida de denegação existencial. E tantos são os que não se assumem sequer para si mesmos, deprimem e se suicidam precisamente por causa destes mimos colectivos e sociais de desprezo e marginalização. E não se trata apenas de tolerar um comportamento; é muitíssimo mais do que isso. Porque para as pessoas amputadas à sua própria realização pessoal e amorosa por meros interditos sociais, é, além de uma desinteligência colectiva, um drama para os próprios, como se criminosos por simplesmente amarem!
 
Não podemos ostracizar quem difere no seu modus vivendi, sobretudo quando é determinado pelo seu próprio código genético, mas aceitá-lo como acabámos por aceitar pessoas que antes tinhamos como escravos por não terem dignidade de seres humanos (os escravos eram coisas), ou que sendo de raça diferente deviam ser toleradas na comunidade.
 
O senso comum é o pior inimigo que conheço, e é assim que estamos em pleno séc. XXI: com a Internet numa mão, e a pedra lascada da ignorância noutra! E no mundo dos afectos não existe bitola, regra, lei, norma, jurisprudência ou mandamento que diga como é. É como cada um sente, na liberdade de ser ele mesmo, o Outro, aquele a quem devemos vénia numa reciprocidade respeitosa e amiga de quem comunga a própria humanidade.

11.5.18

VIVER O PRESENTE

Ninguém é feliz todos os dias, e muito menos se não tiver e souber ser alma! É preciso corrigir o nosso eu. É necessário viver com paixão, sentindo a profundidade do abismo e o estremeção da alegria, sob pena de chegarmos ao fim sem termos tido, sequer, uma vida!

Aquela coisa do futuro para cá, futuro para lá, é também uma ilusão, porque nos descompromete no momento presente, onde cada gesto, cada acto fazem tão mais sentido do que adiar o viver para um futuro que somos nós que criamos e não um destino onde temos de chegar. 

Só valorizando o presente e fruindo o momento, podemos pacificar essa idealização abstracta de um dia acontecer qualquer coisa espectacular. Mas as coisas espectaculares são as de agora, se soubermos fazer tempo e espaço para nós e com os outros, porque espectacular será sempre a abertura, o encontro e o amor, nos pequenos prazeres da  vida que diariamente alimentam a verdadeira felicidade, e não a ideia que dela temos, como banquetes ocasionais  que só valem nessa  altura! O resto, é deslocar o verdadeiro objecto da felicidade e com isso nos queixarmos de nunca a encontrar...

6.5.18

FREUD E O (DES)AMOR

Freud faria hoje anos. "A psicanálise é, na sua essência, uma cura pelo amor", dizia ele. Na realidade, muitos dos nossos problemas são fruto de solidão, de aguentar a todo o custo o fardo emocional da competição e do desamor, de nos rasgarmos interiormente para brilharmos com um fulgor que esconde as nossas próprias sombras. Mas nada disso é inteligente!
 
A resiliência, a persistência, o acreditar em ir mais longe e não desistir, não é a competição do mais forte ou a inflamação do ego que, não raras vezes, leva à depressão e ao psiquiatra, mesmo que se negue a síndrome da autosuficiência, campo ilusório que invariavelmente conduz ao sofá do terapeuta.
 
Ninguém se faz sozinho mesmo quando pensa que sim, e só é inteligente aquele que rega as emoções e se abre ao amor, essa capacidade de nos reconhecermos humanos no Outro admitindo também a falha em nós! Ser humano não é ser perfeito, e endeusar a razão é alimentar a solidão!
 
Freud tinha razão quando dizia que a psicanálise era uma cura pelo amor; não porque seja esse o único caminho, mas sim por ser o último recurso, quando se esgotaram as hipóteses de concedermos a nós mesmos a capacidade de amar...

QUEM É MÃE?

 
 
 
 
Será sempre Mãe, aquele ou aquela que suaviza na alma a dor e fortalece na prossecução da caminhada, mesmo até que os não unam laços biológicos de sangue, mas o abraço interior desse despojamento humano e divino, que geralmente se encontra em quem sabe reconhecer no Outro, a sua própria Humanidade!

20.4.18

LUCIDEZ HUMANA

 
 
Vivemos numa sociedade de competição permanente, a escolher sempre o melhor de tudo, mas esquecemo-nos que muitas das supostas necessidades, somos nós que as criamos, e são perfeitamente dispensáveis.
 
Os nossos pensamentos criam a nossa realidade, e os pensamentos automáticos são produtos de crenças e preconceitos que interiorizámos, muitas vezes sem nos apercebermos disso.
 
Saber ter tempo para entrar em contacto com as nossas emoções, é um trabalho acessível a qualquer um evitando muitas fases depressivas que, de outra forma, nos levará a cair, ciclicamente, nos mesmos erros e problemas.
 
Reflectir e alterar o padrão comportamental, a forma de lidar connosco mesmos e com os outros, é perceber que "só na escola dos baldões da vida se faz o doutoramento para a tarefa de viver".
 
Porque só assim nos realizamos como pessoas, e não como servidores do ego, do socialmente correcto ou de competições inibidoras de liberdade interior e saudável convivência e, dessa forma, saber que um dia quando olharmos para trás, foi sempre o Amor e a autenticidade que valeu a pena e deu razão à existência...

13.4.18

DIA INTERNACIONAL DO BEIJO

Hoje é o dia internacional do beijo, mas o beijo, tal como o sorriso, é só outra forma de abraçar!
 
Devemos dar gratuitamente o que gratuitamente recebemos (muito pouco é verdadeiramente nosso), e o contacto físico, menorizado e dissolvido ao longo da evolução humana, é tão importante que, inclusivamente, existem terapias baseadas precisamente no abraço, tal como no grito, porque uma e outra coisa (abraçar, beijar, tocar... e pôr cá fora a raiva ou o choro) foram socializados para comportamentos ditos correctos, cortando essa possibilidade de transmissão de energia, alento, apreço e vida, sem falar na necessidade psicológica de exprimir as emoções básicas, como algumas destas...
 
É muito importante passarmos por cima das convenções sociais sempre que elas não passem disso, e de alguma forma forem tampão daquilo que devia ser natural, genuíno e espontâneo: darmo-nos! Aqui ficam beijos e abraços apertados, antes que nos robotizemos sem dar por isso...