21.1.19

DIA DA TRISTEZA E DO ABRAÇO



Hoje é o dia da tristeza e do abraço. A tristeza, apesar de a querermos sempre negar, é uma tensão de equilíbrio e, por isso, saudável, quando não se prolonga para além do motivo que a provocou - pode também aparecer sem hora marcada, nem dia, nem sequer motivo ou circunstância - e, recusá-la, será sempre um erro. Tal como chorar parece ser para fracos, a verdade é que, quem se permite fazê-lo, nem que seja só porque está triste ou porque se emocionou com um filme ou qualquer outra situação, é psicologicamente mais forte...

Mas hoje é também o dia do abraço, e ele é saudável, necessário, fraterno, amigo, terapêutico e motivador! O abraço, como o sorriso ou o beijo, será sempre catártico e retemperador para quem dá e para quem recebe, e não é por acaso que existe também terapia pelo abraço! E porque precisamos de ir além dos preconceitos sociais, e de tantas vezes sentir mais e falar ou teorizar menos, aqui fica um abraço, longo e apertado, sentido e grande, a todos os que me acompanham por aqui...

18.1.19

DIA INTERNACIONAL DO RISO


Celebra-se hoje o Dia internacional do Riso, e o riso é uma arma poderosa. Não porque existam sempre motivos para rir, quando tantas vezes é exactamente o contrário, mas porque o riso é uma terapia. Existem empresas, também portuguesas, que começam o dia com uma sessão de meia hora de riso, levando a que, necessariamente, a predisposição (e, com ela, a eficácia laboral), acabe por ser outra.

Quando rimos, atiramos para longe a carga emocional e psicológica do sofrimento, abrindo comportas de oxigénio para a alma, também esta constantemente invadida pela poluição humana da sobrepreocupação, do quadrado da existência, do ruído, da ansiedade e da urgência. Esta higiene mental do riso, é, também, saúde pessoal e colectiva, porque se contamina com humanidade, o que outros cospem com acidez e frustração.


Somos todos mortais, de nada vale afiar o dente em modos de vida desiguais, nem confundir a aparente felicidade com um modo de encarar a vida. Muitas vezes a dor é forte, o pessimismo é terrivel, o desalento mata os sonhos, a solidão destrói e encarcera, e em tudo isto, a resiliência, a capacidade de superar e acreditar, a entreajuda e essa formula mágica que é o amor nas suas diversas manifestações, têm um papel crucial na noção nem sempre presente de que a vida é dinâmica, e de que muito do que teorizamos e planeamos, acaba por acontecer ao lado ou nem acontecer.

Saber rir, está longe de representar uma pessoa feliz, antes alguém que não faz pagar o mundo pela parte que lhe coube, e que relativiza artificialmente o seu próprio sofrimento, exorcizando-o! É certo que o crédito social costuma estar associado a um ar mais pomposo, austero ou obtuso, mas são estas disfuncionalidades sociais que enclausuram e bloqueiam, já que recalcamos a emoção por interditos sociais, e isso não apenas é uma desinteligência, como um atentado, sem falar nas consequências práticas dessa rejeição auto imposta...

Subestimamos o riso, mas devíamos subestimar a dor...

16.1.19

SER-SE

Temos um medo terrível de nos mostrarmos humanos, com as nossas fragilidades, mas não só é libertador, como pedagógico. Todos usamos defesas, mas quando se tornam tão fortes que nos escudamos em seres que não somos, é um oxigénio artificial que respiramos, é uma outra vida que vivemos, e são muitas as fontes de desencanto e animia, de desconsolo e ansiedade, de frustração e dor. Não se trata das defesas comuns para tapar fragilidades, mas daquelas que não nos permitem revelar a nossa própria condição. A ideia de sermos o super homem, quer com um riso constante onde nada nos parece afectar, quer massajando constantemente o ego e preferindo engolir a partilhar, corresponde à imagem adolescente da imortalidade e invencibilidade. De nada valemos se não formos pessoas autênticas. Mesmo nos aspectos mais desonrados. Precisamos de nos desconstruir para sermos em plenitude.

Tenho muito mais identificação e à vontade interior com os desnudos da vida, os feridos e os envergonhados, (não confundir com coitadinhos ou com os que se vitimizam ou com os que continuamente se lamentam numa espécie de reclamação ao contrário), do que com os fortalhaços sociais, até porque uma pessoa continuamente forte, segura e feliz, algures perdeu a noção de quem é, na imagem que forçadamente quer dar de si... Só a humildade do despojamento do ego e do abraço de alma, nos solta a confissão de quem somos, em lágrimas que, talvez por isso, não precisaram de chorar...

5.1.19

O ESSENCIAL...

Gosto de ser livre, despido dos cânones sociais e dos respeitos humanos, das quotizações intelectuais que enclausuram o espírito, de não ter problema algum em educadamente expressar o meu sentir sem limitações de ficar ou não bem nos círculos intelectuais e sociais, de brincar com as situações, de ser simples... Mas é preciso também muita interioridade. Precisamos, não apenas de não estarmos presos a uma credibilidade social que é fantasiosa, como de não deificarmos o ego. A razão é cega, não vê as coisas como elas são, não olha para o homem como ele é, não olha para a realidade como ela é, não olha para o mundo como ele é! E é por isso que não se surpreende com o espanto, com a novidade, nem regista a mudança.

Somos um todo e não apenas cérebro, somos muito mais do que nervos, tendões e ossos, e é a emoção que comanda as nossas decisões, mesmo quando supomos o contrário. Precisamos de nos elevar acima da maledicência, e consciencializar que somos também dádiva, entrega, amor, espírito, alma... E sem essa percepção interior de quem verdadeiramente somos, continuaremos num silogismo existencial, outorgando à fantasia social o que não é, e à razão aquilo que não lhe cabe…

Precisamos de saber fazer caminho interior que desemboque sempre na essência, e saiba fugir à superficialidade das coisas… e das pessoas!

31.12.18

O ESSENCIAL NÃO É O ANO NOVO






A vida não se faz numa determinada altura, com hora marcada.

Faz-se em cada dia, mesmo sabendo que é com sonhos que continuamos, cientes, porém, de que é sempre no Presente, que devemos dar e ser tudo o que somos!

Precisamos de ir além das festas, onde, depois, tudo volta a ficar só!

Que seja nos anónimos dias da semana e nos momentos comuns, que abraçamos e festejamos a Amizade e o Amor, sem esquecer que não é o ano que tem de ser novo: somos nós…

Votos de um Feliz 2019 :)