
Vai daí, decidi eu mesmo fazer o meu prémio. Pensei numa taça e o nome do blogue "Sair das Palavras", mas como parece que é suposto personalizar-se o prémio com o endereço do blogue, ficava muito grande numa taça e, optei por este.
FOTOGRAFIAS E TEXTO DO AUTOR DO BLOG @COPYRIGHT

Vai daí, decidi eu mesmo fazer o meu prémio. Pensei numa taça e o nome do blogue "Sair das Palavras", mas como parece que é suposto personalizar-se o prémio com o endereço do blogue, ficava muito grande numa taça e, optei por este.

Gosto dos blogues em que tanto se fala da dor que foi aquele dia de solidão, como da euforia de estar com amigos, como de lançarem reptos a outros ou falarem de assuntos da actualidade, ou partilharem videos ou... Esses para mim, desculpem-me todos, são os mais completos. E nao estou a falar do meu que ainda é um bebé de quase 3 meses e a linha orientadora do meu blogue nao obedece necessariamente a um padrão. Isso é redutor. (...)
Este é, então, o meu repto. Que com um pouco de boa vontade (acho que nao é preciso coragem) todos punhamos num post, apenas a nossa foto que pode ficar ilustrada com um pensamento nosso ou de outrém, como fez o DoYou Believe In Angels. [um filme, uma gravação, uma voz...] Não porque o rosto seja feio ou bonito ou porque nao faziamos ideia de como era a pessoa, mas precisamente para nao se fazerem ideias e podermos "incorporar" no nosso padrão de visualização do blogue, não apenas o mundo interior da pessoa mas também o corpo, a cara que transporta na vida. Se alguém invocar ser feio, sem graça ou o que for, respondo que devemos gostar de nós nao gostando sempre de nós. Ou seja, nao basta aceitar o que se é, mas aprender a gostar do que se é. Da mesma maneira que deve haver uma gestão emocional, deve tambem existir uma gestão da nossa relação com o corpo. É que cada um de nós nao tem corpo. É corpo. Sem o corpo biológico ninguem pode ser feliz. E temos de aprender a viver com o corpo sem ser segundo a grelha da leitura estética do tempo em que vivemos. O corpo é outra linguagem; está sempre a falar. Também não é por acaso que somatizamos. Somos um todo. Por isso diria isto: nao ha corpo e alma. Há corpo animado. Não ha afecto sem corpo. Nem o corpo é algo para se comparar, porque o ideal de beleza depende da fase da vida e do nosso próprio padrão. (...)
Nós também somos rosto, e se por vezes partilhamos tanto indo ao fundo da alma, é estranho ser o anonimato o outro lado dessa revelação. Há casos e casos, claro. Fica o repto. Achei gira a ideia concretizada ali, no blogue, e fiquei inspirado para vos desafiar a fazer o mesmo. Para quê? Para consubstanciar melhor a partilha... :)
"A Igreja Católica é responsável por mais de um quarto das instituições ligadas ao tratamento dos doentes, em todo o mundo. Atribuindo a actual situação económica a um "défice de ética nas estruturas económicas", o Papa disse que é "aqui que a Igreja pode dar o seu contributo".
Em 2004, a Santa Sé apresentou a Fundação “O Bom Samaritano”, uma espécie de Fundo Global da Igreja Católica que tem como objectivo ajudar economicamente os doentes mais necessitados, de modo particular os contagiados pelo HIV. O esforço da Igreja Católica concentra-se na capacitação de profissionais da saúde, prevenção, cuidado, assistência e acompanhamento quer dos doentes quer dos seus familiares. Dados do ONUSIDA mostram que mais de um quarto de todas as instituições ligadas ao tratamento dos doentes de SIDA são iniciativa da Igreja Católica, sobretudo nos países mais pobres. Os religiosos e religiosas da Igreja Católica são responsáveis pelos cuidados e a assistência a 27% dos doentes de SIDA em todo o mundo,uma resposta que nem sempre é visível, obscurecida pela atenção quase exclusiva que se reservou à questão do preservativo. Os institutos religiosos estão empenhados em várias frentes:tratamento médico, prevenção geral, prevenção da transmissão mãe-filho, cuidados dos órfãos e das famílias atingidas, assistência espiritual, educação sexual e, por fim a pesquisa, em especial para se encontrar uma vacina contra a doença. A Igreja Católica está particularmente activa na África austral, onde a pandemia da SIDA alcançou a difusão de 30% na população entre 25 e40 anos e onde houve uma queda da expectativa de vida de 60 para 35anos.
DREAM: A SIDA apresenta-se em África associada a outros problemas: a pobreza, a desnutrição, a tuberculose, a malária, o escasso nível de educação sanitária, só para citar alguns exemplos. Extirpar a infecção por HIV deste contexto, não é possível. É necessária uma maior admissão deresponsabilidade: não só e não tanto em relação à doença, a SIDA, mas sobretudo, em relação ao sistema sanitário, o africano.
A luta contra a SIDA, nessa perspectiva, pode tornar-se no banco de prova de uma globalização mais responsável, mais humana, de um empenho em contracorrente em relação ao crescente desinteresse internacional para com a África. A Comunidade católica de Santo Egídio entendeu responder elaborando e promovendo o programa DREAM (Drug Resource Enhancement against AIDSand Malnutrition), contra a SIDA e a desnutrição. DREAM representa a realização de um sonho (significado da palavra em inglês), uma abordagem diferente à SIDA que unisse prevenção e terapia, uma abordagem diferente a todo o universo sanitário africano,sem as correntes do pessimismo e da resignação. Este programa de luta contra o HIV/SIDA em África permitiu assistir mais de 25 mil pacientes, para além de ter oferecido tratamento preventivo a mais de 20 mil adultos e crianças.Os 19 centros presentes em seis países africanos, incluindo Moçambiquee a Guiné-Bissau oferecem antiretrovirais, educação sanitária, testes de diagnóstico, suplementos nutricionais e o controlo e cura de infecções. Activo desde 2002, o DREAM (Drug Resource Enhancement against AIDS andMalnutrition) está também presente no Quénia, na Tanzânia, na Nigéria, na Guiné e no Malawi. O programa, totalmente gratuito, revelou-se um dos programas mais eficazes na prevenção e tratamento do HIV/SIDA nos países da África subsaariana.
97% das crianças que nasceram de mães seropositivas que beneficiaram do programa nasceram sãs e, depois de terem iniciado a terapia antiretroviral completa proposta por DREAM, mais de 90% dos adultos vivem bem e estão em condições de recomeçarem a trabalhar e asustentar a própria família.
Em comunicado oficial, a Caritas recorda que as crianças nos países mais pobres não têm acesso a medicamentos pediátricos, que lhes poderiam permitir uma vida mais longa e saudável. Por outro lado, quando consegue ser testados, já é demasiado tarde, na maioria dos casos.A organização católica lembra que muitas das crianças que morrem diariamente nem sequer teriam sido afectadas pelo HIV se as suas mães tivessem sido correctamente tratadas durante a gravidez. A Caritas convida jovens de todo o mundo a unirem-se à campanha ,pressionando os governos e companhias farmacêuticas.
Francesca Merico, delegada da “Caritas Internationalis” junto da ONU,em Genebra, diz que “sem tratamento adequado, mais de um terço das crianças nascidas com HIV irão morrer antes do seu primeiro aniversário e metade delas antes dos dois anos de idade”.Esta responsável acusa as companhias farmacêuticas de não mostrarem interesse nos tratamentos antiretrovirais para crianças porque estes se destinam, sobretudo, “aos países pobres”. “Como é possível que o lucro se sobreponha às pessoas? Queremos que os líderes políticos digam às crianças do mundo que promoveram e respeitaram o seu direito à saúde”,
Como a maioria já saberá (até porque agora também passa na televisão) este apagão realiza-se no próximo dia 28, sábado. Entre as 20.30h e as 21.30h vão ser desligados muitos dos interruptores de Casas, Monumentos e Empresas na cidade de Lisboa, que aderiu pela primeira vez, juntando-se a outras 930 cidades participantes neste evento.
Cristo-Rei - Ponte 25 de Abril - Torre de Belém - Mosteiro dos Jerónimos - Castelo de São Jorge - Padrão das Descobertas - Centro Cultural de Belém - Museu da Electricidade - Paços do Concelho . . . serão os pontos que ficarão às escuras em prol da campanha global que alerta para a luta contra as alterações climáticas. Nova Zelândia será o primeiro país a desligar os geradores, devido ao fuso horário diferente, que se vai estender por Paris, Nova Iorque, Rio de Janeiro, Pequim... e por aí fora!
É um Orgulho Portugal aderir, como leio num blogue e subscrevo com inteira propriedade.
Neste video vemos um reveillon ao contrário: o momento em que cidades, monumentos... são desligados. Ora vejam...
Como diz um amigo netiano,
Hugs n' smiles :)

Diz Brandhey que devemos aprender a guiar o nosso barco pelas estrelas e não pelas luzes dos barcos que passam. Talvez que os poetas já nasçam cegos às luzes dos barcos que passam, e por isso guiam o seu pelas estrelas, o que equivale a dizer que se demarcam do convencional, não porque pretendam uma ruptura, mas porque sentem assim. Tudo se torna tão insignificante para um poeta. Um poeta de verdade. Não um institucional. Não há padrões, presentes rígidos. Há futuros incertos, futuros passados, excessos do vazio, da incomunicabilidade e do sentir.
Escreve assim Agostinho Baptista:
“Envelheço. As minhas mãos levantam-se velozmente para os cálices, para as suas flores de envenenada magia à volta dos amigos. Os amigos que já não estão aqui, diante do mar, nesta tarde que passa. Recordar é morrer. Porque no rosto daqueles que já não vejo, nas sua canções desaparecidas, eu também desapareci”.
Eu não sou poeta, mas sei que os loucos é que mudam o mundo, cravam-lhe contornos como a chamar uma serenidade que para outros é loucura.
Eu não sou poeta, mas pairam sobre mim visões do mesmo mundo. E respeito. E intrigo-me, e atribuo à alma tamanha dimensão. Talvez seja isso. Os poetas são pessoas inacabadas porque lhes brilha muito o espírito. Mas metidos numa pele desconfortável, não sabem que o são. E desacreditam quase tudo. Porque a vida não o é, quando o mar é azul e outros o vêem cinzento. Quando não sabem que são já, eles mesmos, centelhas de eternidade.
“O que vejo já não se pode cantar. Espero que o vento passe... escuro, lento... então, entrarei nele, cintilante, leve... e desapareço” – diz Al Berto.
Ninguém me encomendou um epitáfio, mas a todos os poetas, os poetas de verdade e não os institucionais, o bom Deus saberá acolher no regaço da incomensurabilidade.
