
31.12.09
2010

29.12.09
VAI HAVER UM ANO NOVO?

Mesmo sabendo que muita gente gosta de gumes afiados, e mesmo sabendo que aprendemos com os outros a ser assassinos da condição humana, há que continuar a acreditar e a não seguir esses exemplos. Agir com responsabilidade, humanismo e sensatez, como quem sabe que qualquer actuação interfere - ainda que não se queira -, com a vida dos outros. Por actos deliberados e puras omissões. Dizermos que não fazemos mal a ninguém, pode ser afinal maior erro do que o erro como o concebemos. Devia haver o Dia Internacional da Responsabilização por Omissão. Sempre nos levava a reflectir alguma coisa. Dizemos que não fazemos mal a ninguém, mas se o Ano falasse por certo não teria essa certeza. Imprescindível, pois, não são os votos de boas entradas no ano novo, mas a disponibilidade que possamos ter para nós mesmos e para os outros, numa vertente concertada de espaço inter-relacional. Então sim, será um novo ano, não no calendário, mas dentro das nossas vidas.
27.12.09
SEM TÍTULO
25.12.09
THE DAY AFTER
***
22.12.09
QUE O NATAL NÃO SEJA CORTÊS
No Natal da sociedade actual, os anjos estão parados, os sinos não tocam e as estrelas não cintilam. A família continuará dividida, os meninos chorarão a ausência dos pais e o Natal será apenas uma recordação de brinquedos abandonados pela sala e de uma festa que para o ano se repetirá. Mas a loucura do amor não está aí. Está na carícia, na ternura, no colo e no amor que damos a todos na noite longa, que deveria durar todo o ano. Natal não é esperar um rei todo poderoso que resolva os problemas desta humanidade e, sobretudo os meus problemas. Natal revela a fraqueza de Deus, que é a verdadeira força que mobiliza para o combate de um mundo onde se viva a paz e, onde nos desarmamos diante do sorriso do Deus Menino. Só livres e pequenos poderemos amar os outros. É esta a minha prenda de Natal.
A todos os que por bem passam por aqui, desejo do fundo do coração, um FELIZ NATAL!
Daniel Silva - Lobinho
21.12.09
NATAL VIP

20.12.09
AMOR GRATUITO
19.12.09
DE NÓS
Não sei se escrevo um post, se vou visitar todos os vossos blogues, se passo os selos que tão amigavelmente recebi! Eu não digo que a blogosfera é stressante? E ainda falam no twitter! A nossa vida não é uma agência de notícias, e gosto mais dos blogues onde falamos da interioridade das coisas e sobretudo de nós. Mas falar de nós, não são apenas as impressões que as trivialidades diárias nos causam. Isso é falar do que passa por nós, mas não necessariamente de nós. São meras constatações do dia a dia das quais nada se infere do próprio. Move-me a partilha e o amor.
E sou um felizardo com comentários tão belos - e acredito sentidos -, que me deixam (e pelo meu blogue ser "digno de existir", como refere este selo oferecido pelo Gonçalo do blogue "O Sabor da Palavra"! (olá Gonçalo, foi bom ver-te de novo a passar por aqui nos comments). Diz ele que devemos fazer o elogio fácil, não o gratuito, mas o fácil, ou seja, aquele que é sentido e que geralmente não dizemos porque sim. Ele defende, tal como eu, que devemos fazer elogios sempre que sentidos porque isso aumenta a pessoa, não a idolatra nem vangloria: apenas diz o que sentimos dela, apenas a afaga com a palavra (porque sincera e sentida) e um sorriso, um elogio fazem muito bem à alma, ao mood, ao animus, enfim, à pessoa como um todo. Quantas pessoas não nos merecem admiração mas por entranhados motivos na sub-consciência social e pessoal não damos (parece mal? vergonha? queremos só para nós?). Por isso há que elogiar sempre e repetidamente o que sentimos e vemos no outro, porque o elogio fácil não é o elogio gratuito.
16.12.09
MYOSOTIS

10.12.09
QUERO LÁ SABER DE TI...

8.12.09
08 de DEZEMBRO

Mas não é a história que me importa contar, apesar da curiosidade. O dia 8 de Dezembro (dia do nascimento de Jim Morrison de quem falarei noutro post) era o Dia da Mãe que, como sabemos, hoje se comemora no primeiro domingo do mês de Maio, por ser o mês das flores, do coração, embora também de Maria. Esqueçam as religiões e as crenças. Estou no plano dos factos. Nós, cá em casa, passámos a comemorar o Dia da Mãe duas vezes ao ano, com muito maior ênfase no dia de hoje. Infelizmente, aquela senhora de sorriso bonito e suave, doce e terno, de uma bonomia como quem tem as mãos abertas e uma simplicidade e humildade desconcertantes, ficou em meus braços há cerca de quatro anos, na razão inversa da Pietá de Miguel Ângelo, em que é a Mãe que tem o Filho no regaço. Mas não é das coisas que ficam gravadas a sangue que vos quero falar (porque o amor sendo mais forte do que a morte não deixa de ser suave, firme mas suave e simplesmente não se conseguem dizer), mas de que antes se celebrava neste dia, o Dia da Mãe. E que também neste dia se iniciava como que oficialmente a época natalícia, com a feitura do Presépio, a árvore de Natal, o musgo, o encanto e a magia da época em que já estamos. E tudo era desfeito no dia de Reis, a 6 de Janeiro. Nós continuamos assim, embora com algumas variações nos dias, mas nunca antecipando muito para antes do dia 8. E por isso como que inauguro oficialmente o tom festivo deste blogue, porque é o Menino Jesus que comemoramos, e não o Pai Natal ou de como variar a rotina por esta altura. Dia da Mãe, ainda para muitos hoje, e início do presépio e enfeites da casa.
Há mães afectivas que são verdadeiramente mães, e mães biológicas que de facto não o são. Mas esta história que vos conto a seguir, serve para mostrar o amor maternal independentemente dos laços de sangue, porque os laços que unem a verdadeira família são os da alegria, do respeito, do amor e da amizade dentro da vida de cada outro. É uma história bonita para exemplificar o amor de Mãe. É a história de um homem que morre mas não vai parar ao céu porque S. Pedro lhe negou a entrada. Uns dias depois, S. Pedro vê o homem no Céu, e furibundo foi ter com Deus perguntando como estava o Homem ali, sentindo-se desautorizado. E Deus respondeu-lhe: "Foi Nossa senhora que o deixou entrar por um alçapão". "Então e Tu, permististe, Senhor?", ao que Deus responde: "Sabes, Pedro, não se pode negar o pedido de uma Mãe".
Não sei se Nossa Senhora que hoje torna o dia em feriado, é aquela Nossa Senhora revelada e de quem até os reis se deixaram de coroar porque Rainha de Portugal, nem sei se Nosso senhor, o Menino Deus que comemoramos nesta época, me ouve no silêncio que nos dá supostos argumentos para O negar, mas permito-me fazer esta oração, como o Amor que em vez de intelectualizar, simplesmente acredita sem necessitar de provas. De outra forma, que mérito haveria em acreditar?
Ajuda-nos, Mãe, a saber dizer como tu "Faça-se", a ter a Tua disponibilidade e discrição, a ter essa entrega sem porquês, a não pensarmos arrogantemente que, sendo nós a criatura, julgamos ser o Criador, a essa simplicidade enternecida e a essa humildade sem capas. Que o Teu olhar de bondade e Luz possa ser o nosso conforto ao ver aquilo que os outros não conseguem ou que a nossa aparência esconde, e já agora, Senhora, que a minha outra Mãe que me deste, e cujo corpo está numa campa mas não ela, assim acredito, te esteja a louvar sorridente e serena, perfumando com o seu amor o coração dos filhos, desajeitados e desacreditados. Tal como no Nascimento do Deus-Menino. Aí. Onde reside a fé.
5.12.09
SUAVE MILAGRE

Até já.
***
"Ora entre Enganim e Cesareia, num casebre desgarrado, vivia a esse tempo uma viúva, mais desgraçada mulher que todas mulheres de Israel. O seu filhinho único, todo aleijado, passara do magro peito a que ela o criara para os farrapos de enxerga apodrecida, onde jazera, sete anos passados, mirrando e gemendo. Também a ela a doença a engelhara dentro dos trapos nunca mudados, mais escura e torcida que uma cepa arrancada. E, sobre ambos espessamente a miséria cresceu como o bolor sobre cacos perdidos num ermo. Até na lâmpada de barro vermelho secara há muito o azeite. Dentro da arca pintada não restava grão ou côdea. No Estio, sem pasto, a cabra morrera. Depois, no quinteiro, secara a figueira. Tão longe do povoado, nunca esmola de pão ou mel entrava o portal. E só ervas apanhadas nas fendas das rochas, cozidas sem sal, nutriam aquelas criaturas de Deus na Terra Escolhida, onde até às aves maléficas sobrava o sustento! Um dia um mendigo entrou no casebre, repartiu do seu farnel com a mãe amargurada, e um momento sentado na pedra da lareira, coçando as feridas das pernas, contou dessa grande esperança dos tristes, esse rabi que aparecera na Galileia, e de um pão no mesmo cesto fazia sete, e amava todas as criancinhas, e enxugava todos os prantos, e prometia aos pobres um grande e luminoso reino, de abundância maior que a corte de Salomão.
A mulher escutava, com olhos famintos. E esse doce rabi, esperança dos tristes, onde se encontrava? O mendigo suspirou. Ah esse doce rabi! quantos o desejavam, que se desesperançavam! A sua fama andava por sobre toda a Judeia. Obed, tão rico, mandara os seus servos por toda a Galileia para que procurassem Jesus, o chamassem com promessas; E todos voltavam, como derrotados, com as sandálias rotas sem ter descoberto em que mata ou cidade, em que toca ou palácio, se escondia Jesus.A tarde caía.
– Oh filho e como queres que te deixe, e me meta aos caminhos à procura do rabi da Galileia? Obed é rico e tem servos, e debalde buscaram Jesus, por areais e colinas, e debalde correram por Jesus, desde o Hébron até ao mar! Como queres que te deixe! Jesus anda por muito longe e a nossa dor mora connosco, dentro destas paredes, e dentro delas nos prende. E mesmo que o encontrasse, como convenceria eu o rabi tão desejado, por quem ricos e fortes suspiram, a que descesse através das cidades até este ermo, para sarar um entrevadinho tão pobre, sobre enxerga tão rota?
A criança, com duas longas lágrimas na face magrinha, murmurou:
– Oh mãe! Jesus ama todos os pequenos. E eu ainda tão pequeno, e com um mal tão pesado, e que tanto queria sarar!
E a mãe, em soluços:
– Oh meu filho, como te posso deixar? Longas são as estradas da Galileia, e curta a piedade dos homens. Tão rota, tão trôpega, tão triste, até os cães me ladrariam da porta dos casais. Ninguém atenderia o meu recado, e me apontaria a morada do doce rabi. Oh filho! Talvez Jesus morresse... Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram. O Céu o trouxe, o Céu o levou. E com ele para sempre morreu a esperança dos tristes.
De entre os negros trapos, erguendo as suas pobres mãozinhas que tremiam, a criança murmurou:
– Mãe, eu queria ver Jesus...
E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo, Jesus disse à criança:
– Aqui estou."
4.12.09
LEVA-ME DE MIM...

2.12.09
DEZEMBRO
A Ana e o Gonçalo decidiram ofertar-me um selinho/desafio. O do Gonçalo podem tirá-lo aqui, e o da Ana aqui, responder e passar aos vossos amigos.