Passados mais de 40 anos, eis o que ele aprendeu: O Tempo passa. A vida acontece. A distância separa. As crianças crescem.Os empregos vão e vêem. O amor fica mais frouxo.As pessoas não fazem o que deveriam fazer. O coração se rompe. Os pais morrem. Os colegas esquecem os favores. As carreiras terminam. MAS... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilómetros estão entre a gente.
30.6.09
DA AMIZADE (A SÉRIO E A BRINCAR)
Passados mais de 40 anos, eis o que ele aprendeu: O Tempo passa. A vida acontece. A distância separa. As crianças crescem.Os empregos vão e vêem. O amor fica mais frouxo.As pessoas não fazem o que deveriam fazer. O coração se rompe. Os pais morrem. Os colegas esquecem os favores. As carreiras terminam. MAS... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilómetros estão entre a gente.
O BAILADO DO SURFISTA
Não é que me identifique com desportos radicais (apenas gosto de ténis) mas o vídeo está soberbo na imensidão da onda e na perfeição do bailado do surfista.
29.6.09
28.6.09
O OUTRO LADO DA QUESTÃO
Somos todos muito novos para pensar que sabemos tudo.
Ou, se preferirem, vemos as coisas pelo nosso prisma, irredutivelmente lógico, mas há outras coisas a ter em conta, e se não formos por aí, não seremos mais do que pretensos sábios da nossa própria inerrância. E atenção: isto aplica-se a qualquer área da vida de cada um. E na política, na sociedade, nas relações entre pessoas. De outro modo, não deixaremos cair a nossa teimosia mesmo quando nos provam que se calhar não estamos tão certos quanto isso.
27.6.09
DO POST ANTERIOR
Previ responder individualmente mas faço antes um agradecimento geral pela representação de um "painel humano" que se identifica com a verticalidade dos valores, mas também com a Simplicidade, o valor da Amizade e a Humildade.
Muito obrigado a tod@s. Sinto que devo postar mais sobre interstícios meus, do meu daily life, é uma espécie de tácito pedido vosso, mas também não sou exactamente do tipo de pessoa que embora legitimamente, usa o blog para coisas como "hoje parti uma unha" ou "fiquei três horas à espera de ser atendido no médico" ou "está sol vou aproveitar para fumar um cigarro" e recebem 500 comentários por isso. Espero não melindrar ninguém, mas se tal acontecer, as minhas antecipadas desculpas por isso.
Comemora-se agora o twitter no seu 3º aniversario. Eu penso o contrário. Não é a informação em súmula e em catadupa que interessa no ramerrão diário. É do tempo interior que necessitamos, com conversas que nos interpelem, com vídeos mais longos de musica e imagens, sem ser tudo em que cada post faz com que o anterior fique automaticamente desactualizado.
Antes os diários serviam de catarse e eram sempre pessoais e com chavinhas e tudo. Hoje são na versão blog, com pérolas interessantes como as que mencionei acima ou "o que acham deste relógio?", "Comi um Haggen Dazz" ou "Sinto frio"... Não haveria twitter que valesse. E, contudo, lá vão 500 comentários, lídimos, obviamente, mas que deixam a pensar, quando ainda por cima tanta gente nem se conhece sequer pessoalmente e os blogues não têm identificação fotográfica da pessoa, o que leva a uma maior abertura para o bem e para o mal. A maledicência corre melhor.
Bem, lá estou eu nas minhas reflexões. Se há coisa que gosto é a Partilha, e ver o que cada um diz do seu sentir em cada dia, é bom, é partilha, mas há partilhas e partilhas, sem detrimento nenhum de se poder falar de coisas simples e leves como "encontrei um amigo de há longa data, pusemos a escrita em dia, foi gratificante etc"... Já remete para algo mais consistente se se desenvolver o que aconteceu nesse encontro, por exemplo, do que "engasguei-me ao pequeno almoço". Ponto final. Fim de post.
Obrigado, pois, por tanto elogio. Se sou merecedor, sabem que não faço elogios grátis, que sou mais simples do que talvez devesse, que perdoo com a mesma facilidade com que me sinto eventualmente melindrado ou sensibilizado, e que tenho a noção de que não temos aqui morada permanente. Não vale a pena gastar o hiato de tempo que temos em minudências que nada acrescentam ao Ser Humano, que pode desenvolver valores éticos e morais, professá-los e vivê-los com alegria, simplicidade e humildade, numa dádiva constante de amor universal.
Aprecio o humor. Amando-me para o chão a rir com o que me faz rir mesmo, mas embora considere o registo do sarcasmo e da subtil ironia como produto da inteligência, nem por isso me revejo nele. Gosto mais da brincadeira solta, leve, despreconceituosa, amiga, sem acidez nem sarcasmo que facilmente pode desembocar em atritos nas ténues fronteiras das relações humanas.
E por aqui me fico, antes que adormeçam a ler-me. Sabem, sempre tive dificuldade em fazer sinopses. Sou demasiado analítico. É um terrível defeito meu.
Daniel Lobinho
25.6.09
SUAVE DIA DE VERÃO
Só para não dizer que não apareço e para vos invectivar no que em tempos fiz: postem fotos vossas. Há amizades que nunca chegam a acontecer.
22.6.09
... SEM TI...
19.6.09
DE QUEM SOMOS ESPELHOS?
A vida não tem seguros contra todos os riscos. Existe uma caução a pagar da nossa parte. Precisamos da grandeza de coração e de confiança para ir às outras margens, para ultrapassar muros e fronteiras. Incluindo os nossos. De amarmos a simplicidade em detrimento da sobranceria e arrogância intelectual. O julgar que tudo podemos e somos. É por isso que precisamos da grandeza de coração puro, da humildade em nos calarmos quando for o caso reconhecendo que não somos detentores da verdade absoluta, mas também da dignidade em nos opormos pela verticalidade dos valores. Que são coisas diferentes.
Considero também aqui, o aspecto estrutural de cada pessoa. Umas mais macambúzias, outras mais "mexilhonas", mais deprimidas, extrovertidas, contidas, irritáveis e irritantes, descontentes com tudo, rezingonas, calmas, dóceis, razoáveis, assertivos, modestos, arrogantes, vaidosos... e toda uma mescla sempre indefinida no marvavilhoso mundo que é o Homem e a mente. Pessoalmente, revejo-me nos risos abertos, espontâneos, naturais, falador e sorridente, embora igualmente contemplativo, como quem assiste com a mesma alegria, pulando e cantando num concerto de música pop/rock ou assistindo a uma peça dramática de teatro, a um concerto de violino e oboé ou simplesmente a olhar o mar. Mas possa embora a personalidade influenciar os nossos estados de espírito, não deve, não pode, sob pena de falta de higiene mental e suas eventuais consequências, encapotar os juizos que fazemos dos outros e de nós mesmos, embaciar a sensatez que se requer nas mais simples atitudes do quotidiano, ou falsear as nossas "certezas", qual esquizofrénico que apenas pensa reconhecer-se a si mesmo.
De qualquer forma, independentemente da predisposição estrutural da personalidade de cada um, se não tivermos essa humildade da revisão dos nossos actos, de nos olharmos em espelhos que não distorçam a realidade e só digam como na história da Branca de Neve que somos os mais belos (neste caso, seria os melhores), não só nos afundamos em distimias ou mesmo depressões graves, como andamos desfasados de uma vida que não é a nossa, nem de ninguém, crentes de que as nossas certezas são infalíveis e de que não é o mundo que gira à nossa volta mas sim nós à volta dele.
Estamos no Verão. Fruir, sair, fazer férias também em fins de semana, fazer férias dentro de nós (e sim, continuo receptivo a propostas, conforme perguntado num comentário no post anterior) ou usar uma tarde para saborear um gelado, ver o mar, rir desbocadamente de inocentes anedotas, descobrir locais, exposições itinerantes, feiras medievais, e simplesmente deixar de pensar é, não apenas salutar, como sabermos que as férias não devem ser um interstício nas vida uma vez por ano, em que descarregamos tudo de um ano inteiro que não se compadece só destes tempos estivais, e por isso, dosear as férias, como quem faz um descanso, vai ao cinema, convive com amigos, não pensa muito nas coisas, lê um livro descontraidamente, cruza as pernas numa esplanada, ou simplesmente faz novas amizades, é muito mais importante do que saber onde se vão gastar os dias oficiais de férias, sendo que o gastar deve ser sinónimo de ganhar e não de perder, no sentido do Principezinho quando diz "foi o tempo que perdeste com a rosa que tornou a rosa tão importante para ti".
Esse tempo, para nós e para os outros, numa vida inter-relacional, não pode ser apenas o tempo de verão, mas um descanso continuado e faseado dentro das possibilidades que possamos ir encontrando, ou faremos parte das estatísticas dos enfartes de miocárdio, de stresse emocional, de AVC's ou de uma vida que julgamos boa e descomplexada, repletos de nós, cheios de nós, quando afinal o que temos são falsas certezas, e as opiniões extremam-se, as atitudes erram, e julgamos estar sempre no caminho certo.
Obrigado por todos os comentários do post anterior. Já lá respondi - como agora faço quando ao escrever novo post -, mas de alguma forma enfatizei de novo aqui o sentido das férias dentro de nós, de que falava no post anterior.
Tá calor...
Até já :)
18.6.09
FÉRIAS DE NÓS?
16.6.09
* CARTA *
15.6.09
A LENDA DA VERDADE
Numa manhã de Domingo, durante a missa, a comunidade de dois mil membros é surpreendida ao ver dois homens entrar. Ambos encapuçados e cobertos de preto de cabeça aos pés, armados com metralhadoras.
Um deles disse: “Quem quiser receber uma bala por Cristo fique onde está"!
Imediatamente os diáconos fugiram, o coro fugiu e a maior parte da comunidade fugiu. Dos dois mil ficaram vinte.
O homem que tinha falado tirou o capucho. Depois, olhou para o padre e disse: "Ok Padre, pus todos os hipócritas na rua. Agora pode começar a sua missa. Tenha um bom dia. "
E os dois homens voltaram as costas e saíram.
Quantos sorrisos amarelos não há por aí? Quantas supostas Amizades não sucumbem à primeira dúvida? Quantas invejas escamoteadas com palavras doces?
Uma boa semana a tod@s
14.6.09
Videos curtos e giros ;)
Não tenho feito montagens, como dois ou três comentários têm referido e a quem agradeço por gostarem ;), mas deixo-vos estes clips que talvez já conheçam mas são sempre engraçados. Não os posto no sentido do gozo, obviamente, mas dão sempre vontade de rir. É o povo português, e qual é o mal?
atenção à linguagem
concorrência ao Ronaldo
Cuidado: tem bolinha *** ;)
13.6.09
TUDO MAS NADA NOS PERTENCE

Por isso, uma coisa é certa: nada nos pertence.
Vimos absolutamente despidos, porém com ilusões.
com a ilusão de que traz tesouros ao mundo,
mas não há nada nas mãos.
Nada lhe pertence,
nada nos pode ser tirado.
Tudo o que usamos pertence ao mundo.
E um dia teremos de deixar tudo aqui.
12.6.09
MARCHAS POPULARES

9.6.09
REDIMENSIONAR A VIDA
Temos de aprender a verdadeira arte da vida. Tanta gente que nasce, vive e morre sem nunca se terem conhecido. Morrer sem nunca ter dito um poema, ou cantado uma canção. Só na compreensão de nós mesmos se pode melhorar e permitir que a personalidade melhore a humanidade. Mas quantos olham para si e não apenas não se conhecem como se julgam conhecer. Doutos ignorantes, já dizia Sócrates. Há que esvaziar os conceitos vazios do que somos e levantarmo-nos de encontro à vida. Não se pode deixar que a poeira da rua ou da cidade nos cegue, e penetrar na essência das coisas.
O segredo da vida é a humildade que nos transforma em pessoas enérgicas e eficientes, capazes de dominarmos situações adversas e os ventos contrários da existência humana. Se o elevador cai ou se incendeia por qualquer escada se sobe. Mas é muito importante não nos determos apenas no lado brilhante da coisa: a humildade da finitude, o saber que nada sabemos ou que, pelo menos, não sabemos tudo, é tão importante como o resto que acabo de dizer. São duas faces da mesma moeda: o ser humano todo, e não apenas a falsas forças e certezas de quem se julga eterno e ominiscente.
Hoje somos levados pelos impulsos libertinos dos tempos modernos, que não geram felicidade; pelo contrário, trazem insatisfação, sofrimento, confusão, desnorteamento e, até repulsa e nojo. É por isso que temos de saber ser críticos em relação a nós mesmos para depois o podermos ser em relação aos outros, às coisas e ao mundo. Não podemos meter a vida numa garagem. Há que fazermo-nos ao largo. Há muito amor para dar e para construir, há uma força interior que une e um amor que modela e uma paz de espírito que valem mais do que todos os bens materiais ou empenhos desnecessários em vidas que mais são existências.
O coração tem a grandeza do mundo. Só quem não o dimensiona à infinitude se torna cerebral e não sabe o que é viver.
***
7.6.09
A HUMILDADE É SAPIÊNCIA DE VIDA
Aprendi que se aprende errando;
Que os verdadeiros amigos
Que o que realmente importa é a paz interior;
6.6.09
O meu coelhinho e outras coisas

Last but not the least, a exposição recomendável de Hélder Rocha, que está aqui ao lado na barra lateral (sempre actualizada) e que repito abaixo. Trata-se da Exposição de Pintura na Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa. Vão ver. Até dia 24 de Julho.

4.6.09
SE ME DEFINISSE SERIA ASSIM...
3.6.09
ELOGIO DA PAZ
Nada disto é discurso, se apesar da geada ou do calor pela manhã, do sono interrompido, da irritação provocada, do stresse epidérmico, da refeição apressadamente engolida, dos problemas constantes, considerarmos que necessitamos de maior respeito por nós mesmos, e calar essas vozes colectivas de ruídos tumultuosos que nada nos dizem. Podem fazer parte da nossa realidade, mas não quer dizer que sejam nossos. Podem por vezes ser inevitáveis, mas não significa que tenhamos de corresponder no mesmo grau. A resposta está na atitude e não no agir objectivo.
Vivemos na inquietude, na intranquilidade, na agitação forçada a que nos habituámos. Curiosamente há até quem não prescinda dela. E no entanto, quem disse que tinha de ser assim? Não devemos ser escravos de um ritmo que não é nosso. Precisamos de Paz. Não porque não saibamos o que ela é, mas porque começamos perigosamente a perder-lhe o sentido e a pensar que é um privilégio de monges ou eremitas. Não temos necessariamente de contemplar a imensidão do mar ou o azul do céu. Mas a serenidade interior, caminho para a Paz, não é um estado de contemplação. É um estado de quem se insurge, de quem se irrita, mas também de quem sabe zangar-se com os próprios motivos que nos tiram a tranquilidade. E quando as nossas cinzas não fizerem jus à nossa labuta, restará a explicação de que nos afadigámos pela mera sobrevivência. E, então, o que teremos sido? Insectos?
Até já.
2.6.09
DESSACRALIZAR A RAZÃO
Nota: Devido à minha escassez de tempo e também à falta de disponibilidade interior, não tenho visitado os vossos blogues e, como tal, não tenho comentado. Tentarei fazê-lo com a calma com que gosto de o fazer e não a correr, à medida que me for possível, agradecendo, porém, todos os vossos comentários que geralmente leio no telemóvel e, por isso, a dificuldade em saber como vão vocês e os vossos blogues. Pela vossa amizade, obrigado a todos.
